Governo do País de Gales e Labour fecham acordo de orçamento
Pontos principais
- Governo galés e Labour fecham acordo de mini-orçamento com 60 milhões para necessidades educacionais.
- O pacto sucede o bloqueio de verão e as exigências trabalhistas por maior financiamento.
- O orçamento suplementar será votado no Senedd em 3 de novembro.
- Sindicatos e oposição divergem sobre a suficiência dos recursos alocados.
O governo do País de Gales conseguiu fechar um compromisso crucial com o Partido Trabalhista em relação ao seu mini-orçamento estagnado. Os ministros confirmaram que a administração liderada pelo Plaid Cymru concordou em destinar 60 milhões de libras extras especificamente para a educação de crianças com necessidades educacionais especiais. O avanço ocorre após meses de impasse político que impediram a aprovação dos planos de gastos durante as semanas finais do período parlamentar em julho.
O Partido Trabalhista, atualmente na oposição após as eleições para o Senedd em maio, havia rejeitado anteriormente uma proposta de 40 milhões de libras por ano ao longo de três anos. O líder trabalhista gales, Ken Skates, havia exigido inicialmente uma injeção de 100 milhões de libras para o ano corrente nas discussões orçamentárias prévias. O novo compromisso representa um meio-termo, fornecendo um impulso financeiro substancial às escolas e refletindo negociações intensas em Cardiff Bay.
O primeiro-ministro Rhun ap Iorwerth elogiou o resultado, enfatizando que o acordo demonstra os resultados positivos alcançados quando diferentes partidos no Senedd colaboram. Por sua vez, Ken Skates apontou que, embora os trabalhistas acreditem que o governo deva alocar ainda mais recursos para necessidades educacionais, a alocação de 60 milhões representa um primeiro passo bem-vindo para lidar com as lacunas de financiamento.
Apesar do acordo político, as reações de líderes educacionais e partidos de oposição foram mistas. A associação nacional de diretores escolares expressou profunda decepção quanto ao nível de financiamento planejado. Por outro lado, a associação ASCL acolheu favoravelmente a resolução. O orçamento suplementar será submetido a debate formal e votação no Senedd em 3 de novembro.
Figuras da oposição criticaram duramente o arranjo. Helen Jenner, líder do Reform Wales, argumentou que os serviços públicos continuam a sofrer enquanto os fundos dos contribuintes são mal direcionados. O líder conservador no Senedd, Darren Millar, caracterizou o pacto como a continuação de uma abordagem orçamentária falida. Ainda não se sabe ao certo se o Partido Trabalhista votará a favor do orçamento ou se absterá, mas Skates garantiu que seu partido não impedirá a aprovação da lei.
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