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FMI eleva previsão de crescimento do Reino Unido, mas alerta para 2027
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FMI eleva previsão de crescimento do Reino Unido, mas alerta para 2027

Pontos principais

  • O FMI elevou a previsão de crescimento do Reino Unido para 1,3% em 2026.
  • Espera-se uma desaceleração para 1,2% em 2027 devido à energia e aos juros.
  • O chanceler John Healey prepara o orçamento para o final de outubro.
  • O FMI elogiou o Reino Unido por sua gestão exemplar na redução da dívida pública.

O Fundo Monetário Internacional divulgou uma atualização otimista, porém cautelosa, sobre a trajetória econômica do Reino Unido. De acordo com o mais recente relatório de perspectivas globais, a economia britânica deverá expandir 1,3% este ano, uma revisão para cima em relação à previsão de 1% feita em julho. Esse desempenho superior ao esperado reflete uma resiliência global maior frente aos choques nos preços de energia decorrentes de conflitos internacionais, além de um forte impulso nos investimentos em inteligência artificial.

Apesar dessa revisão positiva no curto prazo, o cenário do FMI aponta para obstáculos consideráveis no horizonte de 2027. O crescimento do Reino Unido deverá desacelerar para 1,2% no próximo ano, pressionado por custos energéticos elevados e taxas de juros de longo prazo mantidas em patamares restritivos. Esses fatores devem impactar o consumo das famílias e frear os investimentos empresariais. Além disso, a inflação média prevista é de 3,3% para este ano, com uma projeção revisada para 2,8% no próximo ano.

A divulgação do relatório coincide com a reta final de preparação para o novo orçamento do governo, o primeiro a ser apresentado sob a administração do primeiro-ministro Andy Burnham. O chanceler do Tesouro, John Healey, enfrenta um delicado equilíbrio fiscal ao finalizar os planos de impostos e gastos que serão revelados em 28 de outubro. O aumento acentuado nos custos de empréstimo do governo coloca pressão sobre o Tesouro para assegurar a credibilidade fiscal perante os mercados financeiros.

Ainda assim, a economista-chefe do FMI, Silvana Tenreyro, destacou que o processo de consolidação de dívida do Reino Unido destaca-se de forma positiva entre as principais economias do G7. Tenreyro pontuou que o país já iniciou o processo necessário de ajuste e está no caminho para estabilizar sua dívida nacional, projetando-se como o país com o menor endividamento anual do G7 até 2031. A recomendação do fundo é para que o governo mantenha o rumo adotado.

Embora as projeções do FMI sejam estimativas sujeitas a oscilações provocadas por eventos globais imprevistos e o governo dependa primariamente dos dados do órgão oficial britânico, o relatório oferece um contexto encorajador. Especialistas apontam que, apesar dos riscos futuros, a resiliência demonstrada até agora posiciona a economia britânica de maneira competitiva no cenário internacional.

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