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Trump nega ter limitado o acesso da Ucrânia à rede Starlink
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Trump nega ter limitado o acesso da Ucrânia à rede Starlink

Pontos principais

  • Donald Trump nega envolvimento na limitação de acesso da Ucrânia ao Starshield.
  • Restrições de velocidade prejudicaram a defesa ucraniana contra ataques de drones.
  • Elon Musk apontou o Pentágono ou o governo dos EUA como possíveis responsáveis.
  • Senadores americanos exigem uma investigação oficial sobre as falhas na rede.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou ter limitado o acesso da Ucrânia à rede de internet Starshield, o serviço militar associado à Starlink, cujas restrições de velocidade prejudicaram a capacidade de Kiev de se defender de ataques russos letais. Falando a jornalistas ao deixar a Casa Branca, Trump afirmou que não foi o responsável pelas medidas e expressou dúvidas de que o proprietário da Starlink, Elon Musk, estivesse envolvido.

A desaceleração da rede ocorreu em meio a crescentes tensões entre Washington e Kiev devido a um controverso acordo de diesel entre a Rússia e os EUA. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, irritado com o acordo, retomou os ataques contra refinarias de petróleo russas, atitude criticada por Trump após o anúncio de um cessar-fogo na infraestrutura energética. Zelensky defendeu sua posição perante líderes da União Europeia em uma cúpula recente.

Enquanto a Starlink opera como uma rede de internet civil de alta velocidade operada pela SpaceX, a Starshield é sua versão de uso militar projetada para o Pentágono. Na terça-feira à noite, a velocidade da rede foi limitada a 160 km/h, fazendo com que armas que se moviam acima desse limite perdessem a conectividade. Como resultado, as operações defensivas da Ucrânia foram severamente comprometidas e cerca de 600.000 pessoas ficaram sem eletricidade após ataques atingirem instalações energéticas e militares.

Elon Musk explicou anteriormente que a Starshield é gerenciada pelo governo dos EUA, sugerindo que o Pentágono poderia ser o responsável pelas restrições. Por outro lado, a agência Reuters citou autoridades ocidentais e americanas afirmando que a ordem de limitação veio de dentro da Casa Branca. O governo americano havia permitido previamente o uso da tecnologia para a defesa ucraniana contra Moscou.

A interrupção gerou reações políticas imediatas em Washington. Um grupo bipartidário de senadores americanos assinou uma carta exigindo uma investigação sobre as falhas na rede, destacando que as restrições prejudicaram operações defensivas essenciais. Paralelamente, o presidente francês Emmanuel Macron reiterou que os estados da UE não abandonarão a Ucrânia, afirmando que cabe à Europa manter a firmeza diante de ambiguidades políticas.

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