Dentro do mundo sombrio da sabotagem anti-Putin a partir de dentro da Rússia
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Pontos principais
- Dois operativos russos afirmam colaborar com a inteligência ucraniana a partir da Rússia.
- As atividades incluem reconhecimento de oficiais e apoio a ataques de drones.
- A inteligência militar da Ucrânia confirmou que os homens trabalham com a agência.
- Estima-se que centenas de pessoas possam integrar redes de resistência clandestinas.
O conflito em curso trouxe à tona o mundo secreto e perigoso da resistência anti-Putin que opera diretamente dentro das fronteiras russas. Recentemente, dois cidadãos russos apresentaram relatos raros sobre as operações encobertas que afirmam ter realizado em apoio aos serviços de inteligência ucranianos. Essas ações visam supostamente ativos militares estratégicos e pessoal dentro da Rússia, representando um desafio singular para a segurança do Estado.
Um dos homens, identificado pelo pseudônimo Ivan, afirma ter desempenhado um papel a partir da Rússia para facilitar ataques de drones ucranianos contra bombardeiros estratégicos e fábricas de munição. Suas atividades destacam as vulnerabilidades internas enfrentadas pelo aparato militar russo. Por sua vez, um homem conhecido como Foma, que vive exilado na Polônia, gerencia uma rede de voluntários infiltrados na Rússia para monitorar oficiais de alto escalão que possam ser alvos do GUR, o serviço de inteligência militar da Ucrânia.
Foma insiste que seus voluntários nunca se envolvem diretamente nos ataques, limitando-se à vigilância. No entanto, sua conexão com ações letais tornou-se evidente após incidentes de grande repercussão, como o assassinato do tenente-general Fanil Sarvarov em Moscou, onde Foma admitiu ter fornecido informações cruciais. Obter acesso a sabotadores ativos no terreno é extremamente raro, e o GUR confirmou que Ivan e Foma trabalham para a agência, embora reconheça a impossibilidade de verificar todos os detalhes.
Apesar das dificuldades de verificação, as táticas gerais descritas coincidem com as estratégias ucranianas de ataques coordenados com drones e o uso de agentes secretos. Kiev mantém uma política oficial de ambiguidade em relação a assassinatos seletivos, embora oficiais de inteligência já tenham admitido envolvimento anterior. A escala exata dessa resistência interna permanece incerta, mas Foma estima que entre 300 e 500 pessoas realizem esse tipo de trabalho clandestino.
À medida que a guerra avanza, as atividades desses homens sublinham a existência de uma frente oculta operando profundamente em território russo, impulsionada por indivíduos fundamentalmente opuestos à agenda do governo atual. Essas redes demonstram que a oposição ao conflito também ocorre por meio de atos de sabotagem e espionagem na clandestinidade.
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