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Licube quer ser a fornecedora de combustível para fusão
Tecnologiaby Tim De ChantIdioma original: English

Licube quer ser a fornecedora de combustível para fusão

🤖 Este conteúdo foi gerado e resumido com ajuda de IA a partir da fonte vinculada — não substitui o original nem constitui aconselhamento profissional.

Pontos principais

  • A Licube licencia tecnologia da Universidade de Hirosaki para purificar lítio-6.
  • Reatores de fusão precisam de lítio-6 para produzir trítio internamente.
  • O mercado de lítio-6 pode atingir 50 bilhões de dólares até 2040.
  • A startup também atenderá mercados de semicondutores e aeroespacial.

O potencial da energia de fusão tem cativado cientistas e investidores em todo o mundo. Com sinais crescentes de viabilidade, o panorama energético global pode passar por uma transformação profunda. No entanto, para que a energia de fusão chegue efetivamente à rede elétrica, diversos desafios complexos de engenharia precisam ser superados, sendo o fornecimento de combustível um dos mais críticos.

A maioria das usinas de fusão planejadas pretende operar com uma mistura de deutério e trítio. Enquanto o deutério é abundante e fácil de obter, o trítio é extremamente raro na natureza. É um segredo aberto na comunidade de fusão que não há trítio natural suficiente para abastecer todas as instalações planejadas, o que torna imperativa a criação de alternativas.

A solução proposta é fabricar o próprio trítio diretamente dentro da usina. As reações de fusão liberam um fluxo contínuo de partículas de alta velocidade chamadas nêutrons. As startups planejam cercar o reator com uma manta de lítio, de modo que, quando um nêutron atinge o átomo de lítio, ele se divide em hélio e trítio. O trítio pode então ser coletado, purificado e reintroduzido no reator como combustível.

No entanto, nem todo lítio realiza essa função com a mesma eficiência. Ele ocorre naturalmente em duas formas isotópicas: lítio-6 e lítio-7. O lítio-6 é muito superior na captura de nêutrons e na produção de trítio, mas representa apenas cerca de 7,5% do lítio natural. Separar os dois isótopos é extremamente difícil e a capacidade global atual é muito limitada, um problema que a Licube pretende resolver.

A Licube licenciou uma tecnologia da Universidade de Hirosaki, no Japão, para purificar o lítio-6. Segundo Yohei Kiguchi, cofundador e CEO da empresa, o mercado de lítio-6 para fusão pode atingir impressionantes 50 bilhões de dólares até 2040. A startup foi selecionada para apresentar sua inovação no palco do evento TechCrunch Disrupt, em São Francisco.

Embora a fusão represente o maior mercado energético do futuro, os fundadores reconhecem que a adoção comercial em larga escala ainda pode demorar alguns anos. Para preencher essa lacuna, a Licube planeja aplicar sua tecnologia de purificação a curto prazo para fornecer lítio de alta pureza a indústrias consolidadas, como semicondutores, produtos farmacêuticos, reatores de fissão e o setor aeroespacial.

A tecnologia central da Licube baseia-se em um eletrolisador avançado que utiliza corrente elétrica para direcionar reações químicas. O lítio é dissolvido em um líquido em um dos lados de uma membrana cerâmica. Quando a corrente elétrica é aplicada, os íons de lítio-6 movem-se mais rapidamente, permitindo uma separação e coleta eficientes. Com essa inovação, a Licube espera consolidar-se como uma peça fundamental para o futuro da energia limpa.

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