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Três anos sem respostas: milhares exigem comissão de inquérito
Políticaby SharePlus AIIdioma original: Hebrew

Três anos sem respostas: milhares exigem comissão de inquérito

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Fonte original:walla.co.il

Pontos principais

  • Mais de 12.000 pessoas protestaram na Praça dos Reféns em Tel Aviv.
  • Houve uma exigência unânime pela criação de uma comissão estatal de inquérito.
  • Participaram familiares de vítimas, sobreviventes do cativeiro e reservistas.
  • O protesto ocorreu a poucos dias das eleições legislativas.

Três anos se passaram desde os trágicos acontecimentos de 7 de outubro, mas inúmeras famílias em Israel continuam a aguardar respostas institucionais claras sobre as falhas de segurança que permitiram a catástrofe. Para combater este persistente silêncio oficial, mais de 12.000 cidadãos congregaram-se na Praça dos Reféns, em Tel Aviv, num protesto intitulado "Por eles. Por nós", exigindo categoricamente a criação de uma comissão estatal de inquérito independente.

A multidão reuniu um vasto leque da sociedade israelita, incluindo familiares enlutados, sobreviventes dos massacres e do cativeiro, soldados da reserva, veteranos feridos e residentes deslocados do sul e do norte. Embora cada participante carregasse uma ferida pessoal indescritível, todos partilhavam a mesma exigência fundamental: uma investigação exaustiva que alcance todos os níveis de liderança, extraia lições rigorosas e assegure que uma tragédia desta dimensão nunca mais volte a acontecer. O evento adquiriu um peso político crucial por ocorrer a apenas três dias das eleições nacionais.

A abertura do evento esteve a cargo das figuras públicas Yossi Marshak e Titi Aynaw, que expressaram profunda solidariedade para com as famílias afetadas. Marshak salientou a resiliência do público, afirmando que, apesar das tentativas de esgotamento e normalização ao longo de três anos, a sociedade recusa abandonar a busca pela verdade. Aynaw refletiu sobre como a dor individual deu origem a um imenso movimento cívico de solidariedade, voluntariado e união nacional com vista a garantir um futuro mais seguro para as novas gerações.

Um dos momentos mais marcantes coube ao rabino Elchanan Danino, pai de Ori Danino, que foi sequestrado no festival Nova e assassinado no cativeiro do Hamas. Em lágrimas, defendeu que quem evita uma comissão estatal tem fortes razões para o fazer, alertando que uma nação que ignora o seu passado compromete o seu futuro. A ex-refém Danielle Aloni também partilhou o terror psicológico vivido durante 49 dias em Gaza, destacando a angústia de não conseguir proteger a filha. A manifestação reiterou o compromisso inabalável com a justiça.

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