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Moshe Feiglin detalha proposta para serviço militar e financiamento
Políticaby SharePlus AIIdioma original: Hebrew

Moshe Feiglin detalha proposta para serviço militar e financiamento

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Fonte original:kikar.co.il

Pontos principais

  • Moshe Feiglin propõe um treinamento militar de um mês para estudantes de yeshivá dentro de seus próprios recintos.
  • Os estudantes treinados atuarão em unidades de defesa comunitária em cidades com maioria ultraortodoxa.
  • O financiamento para as instituições da Torá passará para um sistema de vales de impostos municipais inspirado em Lakewood.
  • Vales educacionais de 3.000 siclos mensais serão concedidos por aluno sem imposição curricular governamental.

O debate em torno do serviço militar obrigatório para jovens ultraortodoxos continua a ser um dos temas mais polarizadores da política israelense. Os partidos políticos tradicionais costumam utilizar essa questão como instrumento de confronto partidário, dificultando a busca por soluções pragmáticas e duradouras. Em uma entrevista aprofundada concedida ao canal Kikar HaShabbat, o ex-deputado e líder do partido Zehut, Moshe Feiglin, apresentou uma visão inovadora voltada para reestruturar as relações entre o Estado e a comunidade haredi.

Feiglin iniciou rejeitando veementemente o uso político do tema do alistamento, argumentando que as campanhas atuais buscam atacar o setor religioso em vez de atender a necessidades reais de segurança nacional. Para solucionar esse impasse, ele apresentou um plano de recrutamento que, segundo afirma, conta com o respaldo de especialistas em defesa, incluindo o general Yitzhak Brik. De acordo com o modelo proposto, todos os estudantes de yeshivá realizariam um treinamento militar concentrado de apenas um mês de duração, conduzido estritamente dentro dos complexos das yeshivot durante as férias de verão.

Esse treinamento ocorreria sob rigorosas normas de observância religiosa e sem a presença de pessoal feminino, concentrando-se no manuseio de armas longas e táticas de defesa urbana básica. Concluído esse período intensivo, os alunos retornariam aos estudos regulares da Torá no início do mês hebraico de Elul, equipados com armamentos seguros e integrados em unidades de defesa comunitária para proteger cidades como Bnei Brak, Elad e Beitar Illit. Feiglin defende que essa abordagem aliviaria a pesada carga dos reservistas e elevaria os padrões de segurança defensiva local.

No aspecto financeiro, Feiglin propôs desvincular os orçamentos destinados ao mundo da Torá dos mecanismos governamentais diretos, inspirando-se no modelo comunitário de Lakewood, nos Estados Unidos. Por meio de um sistema descentralizado de vales vinculados ao imposto predial municipal, os contribuintes poderiam decidir de forma autônoma se os recursos destinados à cultura e à ideologia seriam direcionados a instituições religiosas ou a outros programas públicos. Segundo ele, a maioria da população escolheria apoiar a identidade judaica, evitando conflitos partidários.

No setor educacional, Feiglin manifestou oposição categórica a qualquer coerção governamental sobre os currículos básicos das escolas haredi, afirmando que a responsabilidade pela educação cabe aos pais. Sua proposta prevê a concessão de vales educacionais de aproximadamente 3.000 siclos mensais por aluno, permitindo que as famílias escolham livremente a instituição de ensino sem interferência estatal.

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