Ministro da Educação de Israel Suspende Exames Nacionais Antes das Eleições
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Fonte original:kipa.co.il
Pontos principais
- O ministro Yoav Kisch congelou os exames Tnofa e bloqueou o acesso de técnicos da RAMA ao ministério.
- Auditoria independente descartou qualquer irregularidade ou falta de precisão nas provas.
- O ministério exige acesso aos dados brutos para conduzir avaliações internas paralelas.
- A Procuradoria-Geral avaliará a legalidade do cancelamento das provas agendadas.
O setor educacional de Israel enfrenta forte instabilidade institucional após o ministro da Educação, Yoav Kisch, determinar o encerramento temporário de todas as avaliações padronizadas nacionais. A ordem proíbe terminantemente o acesso de técnicos da Autoridade Nacional de Medição e Avaliação na Educação (RAMA) às dependências do ministério. O anúncio ocorre a sete dias das eleições nacionais.
A crise teve início com a divulgação dos resultados de exames realizados cerca de 15 meses após o início do conflito armado. Os dados indicaram baixos índices de desempenho: apenas 36% dos alunos do 6º ano atingiram as metas em inglês, e 37% em matemática. Kisch contestou publicamente os dados e nomeou o professor Ami Moyal para conduzir uma auditoria independente sobre o processo.
Contudo, as conclusões da auditoria independente frustraram as alegações do ministro. O relatório Moyal estabeleceu que não havia fundamentos fáticos para questionar a veracidade ou a precisão dos resultados apurados pela RAMA. Embora tenha criticado o ambiente de hostilidade entre os órgãos, o auditor ratificou a integridade do trabalho técnico efetuado.
Apesar do parecer favorável à agência, Kisch ordenou a implementação de novas exigências administrativas. A principal delas determina o envio direto dos dados brutos das provas para o gabinete do ministério, permitindo análises independentes pela ala política antes da consolidação dos relatórios finais.
A suspensão afeta imediatamente o calendário escolar do país. Exames de matemática do 9º ano e pesquisas nacionais de ambiente escolar agendados para este mês correm o risco de serem cancelados. Diante das objeções levantadas pelo departamento jurídico do ministério, a decisão final caberá à procuradora-geral do Estado, Gali Baharav-Miara.
O episódio evidencia o delicado equilíbrio entre a autonomia técnica de organismos de avaliação e a interferência política na gestão pública. A interrupção dos exames em um período pré-eleitoral gera dúvidas sobre a transparência do acompanhamento do aprendizado escolar no país.
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