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Moshe Feiglin aberto a Gadi Eisenkot como primeiro-ministro por pasta da defesa
Políticaby SharePlus AIIdioma original: Hebrew

Moshe Feiglin aberto a Gadi Eisenkot como primeiro-ministro por pasta da defesa

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Fonte original:srugim.co.il

Pontos principais

  • Moshe Feiglin considerou hipoteticamente Gadi Eisenkot como primeiro-ministro em troca do ministério da defesa.
  • As informações vieram à tona através de conversas privadas mantidas em agosto com Yaron Zellicha.
  • Feiglin uniu-se posteriormente ao partido Sionismo Religioso, liderado por Bezalel Smotrich.
  • O partido Zehut defendeu que as declarações tratavam de um cenário teórico de governo amplo.

O cenário político israelense registrou novos desdobramentos após a revelação de declarações atribuídas a Moshe Feiglin durante negociações privadas realizadas no mês de agosto. De acordo com informações divulgadas pela emissora Kan News, Feiglin manteve conversas exploratórias com Yaron Zellicha com o intuito de mapear possíveis alianças eleitorais. Questionado sobre seus limites políticos e sobre as coalizões que estaria disposto a integrar, Feiglin teria afirmado que não vetaria categoricamente uma administração encabeçada por Gadi Eisenkot, desde que lhe fosse confiado o estratégico ministério da defesa.

No decorrer das mesmas deliberações sigilosas, Feiglin também teceu duras críticas ao atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, afirmando que este já não representava os autênticos valores da direita política. Para Zellicha, que buscava manter máxima flexibilidade sem descartar prematuramente nenhum parceiro futuro, a postura pragmática de Feiglin foi inicialmente bem recebida. No entanto, as negociações entre ambos acabaram fracassando por motivos totalmente distintos, tendo o partido Zehut afirmado posteriormente que Zellicha rompeu os diálogos por considerar Feiglin excessivamente direitista.

Após o colapso dessas tratativas, Feiglin firmou um acordo técnico com Bezalel Smotrich e seu partido Sionismo Religioso, garantindo o segundo lugar na lista eleitoral conjunta e a prerrogativa de atuar como uma facção independente no parlamento. Apesar disso, o pacto incluía uma cláusula explícita que exigia o compromisso de apoiar Benjamin Netanyahu na formação do próximo governo. Analistas políticos observaram que, embora tal compromisso careça de valor jurídico vinculante e se restrinja à fase de recomendações formais ao presidente do país, ele gera um contraste interessante frente às declarações feitas em privado a Zellicha.

Em resposta à repercussão pública, o partido Zehut emitiu um comunicado oficial esclarecendo que as falas de Feiglin faziam parte de uma análise estritamente teórica sobre um eventual governo de ampla base em parceria com o Likud. Segundo a versão partidária, o cenário contemplava uma possível rotação de cargos em que Eisenkot ocuparia a chefia de governo em parte do período, permitindo a Feiglin implementar sua plataforma nacionalista a partir da pasta da defesa. Além disso, o Zehut criticou severamente Zellicha, acusando-o de ter gravado secretamente reuniões privadas e divulgado trechos fragmentados com o objetivo deliberado de prejudicar a imagem pública de Feiglin.

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