Atleta olímpica acamada devido a doença crónica
Pontos principais
- Beth Dobbin, atleta olímpica, sofre de Encefalomielite Miálgica (EM).
- A doença foi desencadeada por infeções virais.
- A EM causa fadiga incapacitante e dor crónica.
- Dobbin procura visibilizar a doença apesar da sua fragilidade.
O percurso de Beth Dobbin, dos Jogos Olímpicos de Tóquio para uma vida confinada à cama durante 22 horas por dia, é um lembrete impactante da fragilidade da saúde. Como antiga velocista de elite, Dobbin alcançou o topo do desporto, mas hoje luta contra a Encefalomielite Miálgica (EM), uma doença crónica que transformou a sua existência. A sua coragem ao falar publicamente sobre a sua situação é notável, dado que qualquer esforço mínimo pode desencadear um colapso de saúde prolongado.
A doença começou após infeções consecutivas de Covid-19 e mononucleose em 2021. O que começou como um cansaço invulgar tornou-se uma dolência persistente que os médicos não conseguiram diagnosticar inicialmente. Apesar de tentar continuar a competir, o seu corpo acabou por ceder, marcando o fim da sua carreira atlética e o início de um calvário pessoal.
A EM caracteriza-se por uma fadiga extrema que não melhora com o descanso, acompanhada de dor e problemas cognitivos. Para Dobbin, a vida reduziu-se às paredes do seu quarto, onde até estímulos leves podem provocar crises severas. O seu relato é um grito de ajuda por maior investigação e compreensão médica sobre esta patologia que, muitas vezes, é incompreendida e estigmatizada.
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